sexta-feira, 17 de maio de 2013

Caminho do sol


Eu te entendo apequenar-se,
Assumindo nova forma,
E te sinto os movimentos
No casulo que te guarda.

Já agora te embalo
Nesses sonhos de viver.
És a realização real
Do sonhar que é você.

Então sonha, ser amado,
Deixa-nos te guiar os passos
Enquanto você nos leva
Ao nosso eterno despertar.
Glaucio Cardoso
26/03/2013


[1] Este texto foi composto para ser inserido no solo da música homônima de João Alberto Freire, constante no CD Consequência, da Banda Arte & Consciência.

sábado, 20 de abril de 2013

Sobre ombros de gigantes



Para a Mocidade Espírita Leopoldo Machado
Somos herdeiros e somos herança,
Presente que reinventa o passado
De quem plantou para o futuro de nossos passos.
No caminho de uns tantos tempos,
Sejam poucos, muitos ou eternos,
Nos encontramos refletidos
Nas faces que nos sonharam.

Um gigante de sorrir largo,
Olhar amplo sob as abas de seu chapéu,
No bom combate pelos filhos de coração,
No Espiritismo de vivos para vivos.

Somos caminho e somos destino
Daquele gigante de além-mar;
Codificador que edificou
Monumento de luz,
Que tomou para si
A tarefa que prosseguimos.

Somos o sonho do Guia e Modelo
Que ameniza nossas dores,
Que nos fala ao coração,
Que é o Amor que tudo espera
Sem nada cobrar.

Somos partida e somos chegada,
Somos princípio e finalidade.
A um só tempo
Somos o topo
E somos a base.

Somos gigantes,
Pois somos pequenos.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos

Saiu a lista oficial dos participantes da Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, organizada por Elenilson Nascimento (Editora Pimenta Malagueta). E lá no meio da lista estou eu!
Confiram a lista completa dos selecionados:
AJ Cardiais – POESIA IMPURA
Aldenora Cavalcante – UM (DES)CASO DO QUASE
Alessandro Uccello – dEUs
Alexandre Leão – ROSA DE VELUDO
Alexandre Paiva – LITTLE BRAZILIAN BOYS
Alfredo de Morais – LOUCO, LOBO E INSANO
Ana Beatriz Mendes – EM BUSCA DE SONHOS
Antonio Cabral Filho – CANTO A ILU-AYÊ
Bernando G. B. Nogueira – QUANTAS HORAS?
Bilá Bernardes – DE MINAS GERAIS
Carlos Barros – ÂNSIA
Carola Maria Marques de Castro – RESPOSTA AO POEMA QUINTO
Daniel Matos – POLÍTICO HONESTO
Deborah Dornellas - LOUCA
Di Freitas – AFAGOS NA ALMA
Diego Sant’anna – CASTA VENUSTIDADE
Edimarcio William – O LADO BE
Eduardo Scott – EU NÃO SEI VOTAR
Elenilson Nascimento – CROSSOVER
Eliane Silvestre – AMOR DE PICA
Elizabeth Caldas – MEU RECADO PARA ELA
Fabio Shiva – PROCURA-SE UM BIÓGRAFO
Fernando Diamantino – JORRAM SAUDADES
Glaucia Fortes – O ENCONTRO
Glaucio Cardoso – LA COMMEDIA È FINITA
Jair Fonseca Martins – POR DIVERSOS CAMINHOS ME CONDUZI
Jhe Oliveira – FALANDO AO LEU, PARA TU...
João Carlos Freitas – DEGELO
Karina Araújo – BOSSA
Kelly McCartney – OLHANDO PARA O OCEANO
Leandro Malungu – QUANDO ESTOU DENTRO DE TI
Leo Pirão – SENTIDO
Leonardo Grossi Alvarenga – Sem Título
Lucélia Muniz da França – MINHA ALMA
Marcio Rufino – CURUPIRA
Marco Fugga – 14
Marco Kipman – FLOR NO CAOS
Maurício Zerk - QUALQUER RAZÃO
Mimì De Maio - HO GUARDATO IL MARE
Miriam de Sales Oliveira – BIOGRAFIA
Patrícia Mendes – O POETA E O LEITOR
Paulinho Caldas – JOGATINA (BINGO, O JOGO)
Renata Rimet – NÃO SOU POETA!
Rodrigo Perini – VULGARIDADES POETIZADAS
Romeran Ribeiro – SUICIDAS
Rosely Maria Selaro - BERTOLD BRECHT E A POLÍTICA
Sérvulo Barreto – DESPEDIDA
Vânia Coimbra – SAUDADE
Victor Lacerda – POEMA SOL
Vinni Corrêa – TODA CALMARIA TEM SUA RESSACA
(Total de trabalhos enviados do Brasil e Portugal: 414 poemas)
 Maiores informações: http://poemasdemilcompassos.blogspot.com.br/2013/03/antologia-de-poetas-brasileiros.html
 

terça-feira, 12 de março de 2013

reDESencontro



Inspirado em Marina Abramovic e Ulay
Hoje te vi de surpresa,
os tantos anos  marcados
no teu mesmo rosto
que agora é tão outro.

Quando foi que te vieram
essas tais diferenciações?

Como foi que tuas lisas mãos
foram se render a tantas asperações?

Estes pés que já cobriram léguas despreocupadas,
agora passam cheios de cautelosidades.

Ao menos a voz antes insegura
se mostra carregada de amadurescências.

Só teus olhos continuam os mesmos,
pois que neles ainda me vejo,
mesmo que eu já não seja quem era.