domingo, 7 de dezembro de 2014

Ter em mente



Não sou temente a Deus...
Que me digam que
O inferno me aguarda.

Não sou temente a Deus...
Que me falem raca
De passagem pela rua.

Não sou temente a Deus...
Que me apontem como
Afastado de sua glória.

Não sou temente a Deus...
Que me condenem os
Donos da verdade.

Não sou temente a Deus...
Que me lancem em rosto
Todos os meus pecados.

Não sou temente a Deus...
Que me apontem
As traves nos olhos.

Não sou temente a Deus...
Que me deu a luz
Do sol interior.

Não sou temente a Deus...
Que me criou
Para a perfeição.

Não sou temente a Deus...
Que me sonhou
Na realeza de sua graça.

Não sou temente a Deus...
Que me compreende
Os erros da estrada.

Não sou temente a Deus...
Que me espera
E em mim acredita.

Não sou temente a Deus...
Que me ama
Apesar de eu ser quem sou.

Não sou,
Não, não sou temente a Deus...

sábado, 29 de novembro de 2014

Auctoritas¹




Ah! um epíteto!
Denominação que me rebatiza
E me dá consciência devida
Do papel que me cabe
Não representar tal qual bufão
E histriônico clown,
Mas vivenciar em
“atos, exemplos e fatos”.
Um epíteto que chega
Quando não era esperado
Embora há muito buscado.

Sou eu agora
Aquele que faz trovas, versos,
Rimas ou não,
Mas acima de tudo
Um trovador das terras
A seguir o caminho dos antigos
Que cantavam pelas sacadas,
Que loavam sobre façanhas,
Que passavam pelas cortes
E arrabaldes, alaudescamente.

Mais que um rótulo,
Um epíteto é um manto,
Que sabe sagrado,
Quem sabe profano,
Mas um manto a ser envergado,
A ser lavrado.
E enquanto lá no infinito
Brilham as estrelas do Cruzeiro,
Cá no solo tenho o dever
De tentar fazer brilhar
A luz que ainda busco.

1-Responsabilidade (Latim)

sábado, 8 de novembro de 2014

Silêncio é Som




Ontem acordei silêncio,
E silêncio estou até não mais...

Calou-se a musa,
Emudeceram os anjos
E o duende campeia outras letras.

Por que as vozes íntimas
Se calaram em uníssono?
Onde as noites insones
Repletas de sonhos?

Ontem acordei silêncio,
Um ontem que se estende
Há tantos dias,
Um ontem que perdura até hoje.
Mas o amanhã há de chegar,
E quando vier será som,
Será riso, será brado, será canto.

Esse sussurro que me chega de longe
É a aurora que já vem trazendo
Um soar de harpas,
Um ruflar de asas,
Um gargalhar de triunfo.

Glaucio Cardoso
12/08/2014
 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

3º Festival de Poesia de Conservatória

Pelo terceiro ano consecutivo fui classificado no Festival Nacional de Poesia de Conservatória, a realizar-se dias 24 e 25 de outubro. Será uma grande emoção declamar CANTO INFINITO (LEIA AQUI) na Capital Nacional da Seresta! 
Conheça o site: http://festart1.webnode.com/
Foto tirada no 1º FNPC.