segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Poesia Audiovisual
"Enquanto Clara dormia" foi meu primeiro livro, publicado em 2011. Atendendo ao pedido de alguns amigos, estou postando no youtube minha leitura dos poemas que ali constam. Confiram o primeiro vídeo da série de 27 poemas.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
De passagem
Quando
meus olhos se abriram
e
pude encarar meu próprio rosto
com
a cabeça tombando para o lado,
percebi
que algo de mim estava morto.
Houve
gritos e exclamações,
choros
e lamentos
e
as vozes dos que me amavam
bradando
meu nome;
mas
não havia o que responder,
pois
o que eles viam de mim
já
não era eu,
pois
o que eles viam de mim
já
não era meu;
ali,
onde julgavam ver a mim,
não
era onde eu realmente estava.
Pairei
por algum tempo
entre
o sonho e o delírio,
sem
ter exata noção
de
mim mesmo.
Houve
saudades,
houve
preces,
missas
foram encomendadas
e
cantos foram entoados;
e
tantos foram os que me receberam
quanto
os que não queriam me deixar partir.
Mas
a caminhada era somente minha,
e
por isso eu precisava me encontrar
em
meio às minhas próprias dúvidas.
Ah,
Senhor! Mostra-me o caminho,
que
andar é minha sina
pra
chegar mais junto a Ti.
Glaucio Cardoso
28/09/15
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
Kadima
Adeus,
vou
partir.
Deixo
um beijo
em
cada coração,
um
abraço, um sorriso,
um
aperto de mão.
Adeus,
não
posso mais.
Meu
prazo findou,
meu
tempo chegou
e
saio de fininho.
Adeus,
de
ninguém me esqueço,
a
nada me apego.
Ao
lembrarem de mim
não
me deem defeitos
que
não tive,
nem
virtudes que não mereço.
Adeus,
parto
tranquilo.
se
não fiz tudo o que podia,
ao
menos aprendi
com
tudo que fiz.
Adeus,
quase
nada levo,
só
os erros e acertos
que
formam meu tesouro
que
a traça não destrói.
Adeus,
não
chorem demais,
estarei
logo em paz.
Entrego
meu corpo à terra,
entrego
minhas palavras ao mundo,
e
minha alma, neste momento de adeus,
entrego
sereno a Deus!
Glaucio Cardoso
02/11/2015
Dia de finados
Kadima: “[seguir] em frente” (Hebraico).
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Se alguém me perguntar por onde andei
Se
alguém me perguntar por onde andei,
Dos
momentos bons que eu passei,
Eu
vou dizer que tudo foi normal.
Mas
se você quiser toda a verdade,
Eu
sinto que vivi pela metade,
Feito
confete sem um carnaval.
E
para aliviar esse cansaço,
Eu
só preciso mesmo é de um abraço
Que
me devolva pra de onde eu vim.
Ainda
tenho muito a caminhar,
E
o que não é meu não vou levar,
Eu
tenho um horizonte só pra mim.
E
seja para trás ou para frente,
Cada
passo é um e é diferente,
O
caminho é que define o que se é.
E
enquanto houver um rumo pra seguir,
Tem
tempo pra chorar e pra sorrir,
Num
dia diz-se “alô”, no outro “até”...
Glaucio Cardoso
05/08/18
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Lançamento: Caminhos
Eis que chega meu filhote caçula! Publicado pelo Clube de Arte, Caminhos representa um convite à ver a vida com mais poesia, a pensar a nossa existência como uma jornada rumo ao infinito.
Estou muito contente por essa parceria com o Clube de Arte, que possibilitará que minha poesia de aprendiz chegue a muitos corações.
Pode ser adquirido CLICANDO AQUI.
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