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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O MUNDO E ELE

Ele ficava feliz
E o mundo todo o imitava;
Quando ele acordava bem humorado
O dia amanhecia mais bonito;
Se os pássaros cantavam da manhã até a tarde
Era por ele ter passado o dia assobiando.
Ele respirava fundo num sorriso
E a brisa corria suave e amena.
Quando à tarde ele se espreguiçava com satisfação
As estrelas sabiam que era hora de aparecer.
E se ele ficava pensativo
O mundo se enchia de filosofia.
Um dia ele me olhou nos olhos
E eu me vi todo nesse olhar.
E quando seus olhos se fecharam
A noite se fez completa,
As estrelas rolaram como lágrimas do firmamento,
E as nuvens cobriram todo o céu
E apenas uma janela se abriu
Para o sol iluminar seu leito.
E naqueles olhos fechados,
Sonhadores de sonhos nunca sonhados,
Senti-me um adulto acordando...
Hoje, o sol ainda brilha,
As estrelas aparecem de novo,
Há dias tão belos quanto os de antes
E os pássaros recordam velhas canções
Isso me faz saber mais do que acreditar
Que ele continua a cantar,
A sorrir,
A pensar,
A viver.
Para uns ele era um amigo,
Outros o chamavam de irmão,
De alguém ele foi o filho,
De um outro alguém foi coração.
Mas se de mim quiserem saber
Eu direi simplesmente:
“Ele era meu Pai.”
22/11/03

Nivaldo de Oliveira Cardoso
20/09/1944 - 20/05/2002
Obrigado por me ajudar a ser quem sou

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

É possível

Sua ausência não é distância,
O tempo que passa
Aumenta-nos os elos,
Estreita-nos os laços.
Talvez me olhe do infinito.
Talvez me observe do berço.
Quem sabe se faça presente na prece,
Ou então seja presente do Eterno...
08/08/2010
(Dia dos pais)