Mostrando postagens com marcador abrarte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador abrarte. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Asas no tempo


Para a Abrarte em seus 10 anos
Um sonho sonhado sozinho,
No íntimo de um coração poeta,
É como poeira ao vento,
Se espalha, mas não se completa.
Sonho pra ser bem sonhado,
De jeito que vire realidade,
Tem que ser compartilhado.

Da lagarta o sonho se fez,
De galgar altos céus,
Vislumbrando horizontes sem fim,
Veio rolando por tempos e espaços
Se encasulando pra desabrochar,
Abrindo e batendo suas asas
Na ânsia do belo voar.
E esse sonho foi se espalhando,
Fazendo morada em outros irmãos
Que foram se achegando
No trabalho de múltiplas mãos.

Mas ainda há que sonhar,
Vem, abre teus braços
E recebe essa sinergia,
Que uma cabeça só é pouca
Pra esse sonho realizar.
Pois há luzes de toda parte
Chegando cada vez mais
Pra se reunir,
Pra se fortalecer
E então frutificar.

Sonhadores de tantos lugares,
Artistas de tantos sonhares,
Abram os braços,
Estendam suas asas
E vamos sonhar outros ares!
Glaucio Cardoso

Maio/2017

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Momentos



Da lagarta à borboleta. Do átomo ao arcanjo. Do indivíduo ao coletivo.
            Somos todos parte de uma caminhada indefinida que nos leva ao interior de nós mesmos.
De quantos passos é feita uma jornada?
Quantos são os momentos vividos ao longo do caminho?
É preciso aprender a despertar em nós os sons dispersos que compõem a melodia do universo.
            Todos os sons, cores, gestos e formas existem para acordar o divino adormecido em nosso esboço de humanidade.
            Nos iludimos. Sim, nos iludimos tanto. Acreditamos por muito tempo que nos manifestamos para ninguém.
            Pensamos ver nos espaços vazios a realidade da maneira que a entendemos.
            Doce e amarga ilusão do isolamento. Pois temos diante de nós um público cativo composto por todos os que cativamos e que participam desta nossa história, que nos ladeiam por toda a trajetória.
            E se percebemos esta sutil conexão, vamos finalmente cantar a uma só voz, bailar ao mesmo gesto, vivenciar múltiplos atos em perfeita harmonia. A infinita variedade não anula a infindável unidade.
            Somos todos poeira de estrelas das quais buscamos repetir o brilho, em íntima sintonia com toda a poesia dos mundos que gravitam pelo cosmo de nós mesmos.

Glaucio Cardoso
Junho/2014