sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Internacional


Na edição de número 1763 da revista The Phantom, publicada pela Frew na Austrália, edição esta comemorativa dos 80 anos do personagem criado por Lee Falk, foi publicada a versão em inglês de minha história (uma ficção de fã ou fanfiction) "Demônios na Floresta Negra", com belas ilustrações de Jean Okada.
Em breve publicarei a história aqui, mas você amigo leitor já pode conferi-la (em português) clicando AQUI.
Para adquirir essa edição, visite o site oficial da Frew Publications .


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Eles ali



Hoje pela manhã
Encontrei meu pai e minha irmã
Me esperando na cozinha
Para o café.
Puxei uma cadeira,
Puxei conversa,
Meu pai puxou pela memória
Os nomes de parentes
Que andam sumidos.
Minha irmã cantarolava
Enquanto mergulhava os biscoitos
Em uma caneca de café quente.

Hoje pela manhã
Esqueci-me da hora
Entre os sorrisos algo melancólicos
De meu pai
E os carinhos e cuidados
De minha irmã.

Hoje pela manhã
Tornei a reparar na história
Gravada nos olhos de meu pai
E, pela primeira vez,
Notei a vida pulsante e alegre
Nos intensos olhos de minha irmã.

Hoje pela manhã
Saí devagar pela porta da frente.
E pela primeira vez em muito tempo
Não senti tanto a falta
Daquele pai morto há tanto tempo,
Mas como doeu a saudade
Daquela irmã nunca nascida.
Glaucio Cardoso
09/09/16

domingo, 7 de agosto de 2016

Entrevista

Confiram meu bate-papo sobre Poesia com Germana Carsten para o programa "Espiritismo e Arte", da FEBTv.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Carpe Diem




Quando nasce o dia,
Com o céu salpicado de tons,
Agradece ao Ser Supremo
Pelas promessas diversas
Que a Aurora traz.

Quando a tarde chega
Como resultado da manhã,
Agradece pelo Altíssimo
Que te deu de presente
Todas as chances de realização.

Nas horas do Ocaso,
Repara no colorido novo
Que o Divino te mostra
Amadurecendo tuas vivências
Do fim desse dia.

E quando o vento frio
Começar a soprar em teus sonhos,
Agradece mais uma vez,
Sabendo que o dia que vai
É apenas prenúncio de novo amanhã.
Glaucio Cardoso
25/07/2016

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Tramas




Tecelão de tantas dores,
Me perdi nas tramas
Que eu mesmo fiz pra mim,
Minha alma era um deserto
Que ansiava verdejar.
Tantas pedras empunhei
Que meus dedos embruteci
Até que ouvi o chamado
Da verdade cristalina
Que ofuscou minha visão,
Me mostrou a realidade
Oculta por minha própria ignorância.
E na trama do meu ser
Teceu um novo padrão,
Me mostrou a trilha nova
Que era meu dever cumprir.
No deserto da incompreensão
A que me atiraram os que eram meus,
Esse amor que me invadiu
É um oásis só de luz,
É o recanto onde repouso e fio
No bom combate a que me lancei,
Na delicadeza de outras linhas
Sensibilizo os gestos meus.
Hoje vivo no Senhor,
Sou seu servo,
Sou seu de todo,
Sou o Tecelão de Deus...

Glaucio Cardoso
8/6/2016